Publicação Frequente de Conteúdo ajuda no Google?

fresh ideas

A publicação frequente de conteúdo ajuda no Google de formas diferentes para pesquisas diferentes. Conforme seja a necessidade de que o conteúdo em determinada busca seja sempre o mais atual, os primeiros resultados podem mudar bastante.

A pergunta da vez foi:

gostaria de dar o exemplo de vcs da MestreSeo,quando colocavamos SEO, o marketingdebusca aparecia antes de vcs e o site dele acredito que foi criado em 2001 e o de vcs em 2003,este ano,vcs aparecem em 1º e vcs postam muito mais artigos,como explicar?

A pergunta traz também outra embutida, sobre o tempo de criação do site. Mas esta outra já está respondida em grandes detalhes no post A Idade do Domínio é Importante nos Rankings do Google?

Com o Marketing de Conteúdo mais em alta do que nunca, vamos então ao foco da questão:

Atualizar o conteúdo do site ajuda em SEO?

Essa recência da informação, ou seja, o quanto nova ela é, acontece de diversas formas e é levada em conta de diversas formas pelo algoritmo do Google.

Em um artigo excelente do Cyrus Shepard no blog da Moz, 10 Illustrations of How Fresh Content May Influence Google Rankings (Updated), ele coloca exatamente 10 ilustrações sobre como a recência entra em cena nos algoritmos do Google:

  1. Recência medida pela data;
  2. Quantidade de mudança (quando atualização de conteúdo);
  3. Mudança de conteúdo principal (não template, links …);
  4. Frequência de atualização;
  5. Criação de novo conteúdo/nova página;
  6. Quantidade ou taxa de novos links;
  7. Links de conteúdos considerados recentes;
  8. Variação de tempo médio na página;
  9. Mudança no texto âncora dos links;
  10. Quando o mais antigo é melhor.

O último item da lista, na verdade, é sobre a situação oposta: em que cenário o Google pode decidir que um conteúdo antigo é a melhor resposta para uma consulta.

Vou passar brevemente sobre os itens com base nas citações das patentes do Google que defendem cada consideração.

Recência medida pela data

Este é bem simples, trata-se de uma comparação direta entre a data do documento (data que o Google o encontrou) e o momento da busca.

Na patente, o Google caminha na direção de valorizar um conteúdo antigo, mais do que priorizar um novo, baseando-se na diferença de idade do documento versus a média de idade do conjunto de resultados.

Quantidade de atualização de conteúdo

A patente fala em valorizar de forma diferente uma página que tenha tido pouca mudança, versus páginas que tenham tido mudanças significativas de conteúdo, com as novas adições agregando valor naturalmente.

Por experiência, posso dizer que isso geralmente entra na categoria de ponto positivo: quando você atualiza o conteúdo em uma página de forma significativa, adicionando mais elementos relevantes para informação dos visitantes, essa página tipicamente sobe nos rankings.

Na sua estratégia, é muito importante contemplar também a revisão de conteúdo, e não a só a produção incessante de novas páginas.

Mudança de conteúdo principal

Isso apenas complementa o ponto anterior. A quantidade de mudança significativa precisa ser no conteúdo principal da página. Mudanças de layout, links de template (menu, rodapé, sidebar), espaços de anúncios e similares, vão representar pouca relevância ou nenhuma, para o quesito recência.

É interessante como isso amplia para outras questões também, como a baixa de relevância de link em áreas que não são o conteúdo do site. Embora o menu ou rodapé se repita pelo site todo, a importância dele pode ser mais baixa do que apenas 1 link no conteúdo de uma página relevante.

Frequência de atualização

Também é um tópico bem direto. Um conteúdo que é atualizado com frequência pode ser pontuado e ter uma relevância diferente de um conteúdo que fica estagnado ao longo do tempo.

É importante ter atenção a estes pontos no mérito aumentar/diminuir relevância. A patente do Google fala frequente em como “um documento pode receber pontuação diferente” por um desses pontos ou por outro. Em nenhum caso a patente afirmar precisamente que tal fator é melhor e vai aumentar a pontuação ou relevância de um documento.

Este é um ponto importante a se observar pois é muito difícil combinar este tópico e o anterior: Atualização frequente + mudança significativa e relevante, sem perder o foco no tópico, nem ser abrangente demais no conteúdo.

Particularmente, sou favorável a priorizar o anterior: menos atualizações, mas quando atualizar, caprichar.

Criação de novo conteúdo/nova página

A criação de nova página é bastante autoexplicativa e é isso mesmo, ter uma nova página, como um novo post em um blog.

O interessante da descrição desse item na patente é que ela cita não só ter páginas novas, mas também a quantidade de páginas únicas.

Obviamente, você não deve duplicar páginas para contar como novas, mas esse é um segundo peso sobre a atualização de conteúdo para determinar o quanto um site está atualizado.

Um site atualizado não só tem conteúdo antigo atualizado com novas informações, mas também tem páginas novas (e únicas) ao longo do tempo.

A patente conecta esse elemento (novas páginas) ao anterior sobre a quantidade de atualização. Não só alterar um conteúdo que já existe, mas também publicar novo conteúdo, conta como quantidade de atualização.

Quantidade ou taxa de novos links

Nesta passagem, sim, há uma citação forte sobre a influência deste fator: Se a tendência no número ou taxa de novos links estiver caindo quando se compara 2 períodos (um recente e um anterior), então isso pode ser interpretado como um conteúdo estagnado e uma ferramenta de busca pode diminuir a pontuação da página.

No fim das contas, acho muito difícil que um conteúdo permanece constantemente recebendo novos links a uma mesma frequência ou quantidade, então, praticamente toda página vai passar por isso: ter menos novos links ao longo do tempo.

Por isso o fator atualização de conteúdo é tão relevante, é uma forma de reviver o conteúdo, divulgar novamente com as novas informações e ganhar novos links.

E também, um conteúdo antigo, pouco ou nada atualizado, pode garantir sua alta pontuação de recência se continuar recebendo novos links ao longo do tempo e, por consequência, pode garantir as primeiras posições nos resultados de busca.

Links de conteúdos considerados recentes

Derivado de todos os outros tópicos acima, entra este e faz todo sentido. Pense:

Se atualizar o conteúdo em uma página faz com que ela seja considerada recente e atual pelo Google, então os links que já existiam nesse conteúdo e continuarem, podem também ser considerados recentes e terem alta pontuação de recência.

Aí, a página que recebe links desse conteúdo que é considerado recente, pode também ser considerados recentes e, por fim, a página que recebe links recentes é considerada recente.

Não só novas páginas com novos links contam como links recentes, mas também são considerados links recentes (novos), àqueles de páginas que tiveram seu conteúdo alterado de forma significativa há pouco tempo e são consideradas recentes.

Variação de tempo médio na página

Este tópico é um pouco mais polêmico e o mais importante para você saber é: não se renda a tentação de olhar o tempo médio de duração de visita no Google Analytics.

O método de mensuração de tempo do Analytics é baseado nas diferentes interações do visitante com o site e, quando ele visualiza apenas 1 página, o tempo de visita que atribuído é zero: 0min0s. Eu explico isso em detalhes no curso de Analytics, caso queira se aprofundar.

Se quiser usar o Analytics para ter uma ideia, experimente o relatório de Benchmarking, pelo menos, você terá uma comparação com outros sites parecidos com o seu e que passam por esta mesma forma de mensuração de tempo pelo GA:

benchmark busca organica analytics

Também explico mais sobre esse relatório no curso e, nesse exemplo da imagem, é o caso de ficar preocupado com o tempo de duração da visita, pois está muito abaixo da média de concorrentes.

De toda forma, o tempo que o Google usa como referência nas buscas não é obtido através do Google Analytics e, sim, através da própria busca, com a diferença de tempo entre o usuário ir para um site e voltar para busca.

Ele decide o que é muito, ou pouco, tempo comparando diretamente o tempo médio de permanência que os outros resultados da mesma busca e de busca similares alcançam. Aí, conforme um resultado tenha menos tempo de permanência, e outro tenha mais, um sobe e outro desce nos rankings.

Algo similar ao que acontece com cliques e CTR nos resultados de busca. Isso está explicado em mais detalhes em uma aula da Academia de Marketing Digital.

Mudança no texto âncora dos links

De forma um pouco mais sutil, a patente sugere que a relevância de um conteúdo seja alterada conforme seja o texto âncora de novos links.

Digamos que uma página tem muitos links com texto âncora “aumentar visitas no site” e ao longo do tempo passem a surgir novos links com o texto âncora “SEO.”

Conforme descrito na patente, a página pode ter a sua relevância para o primeiro âncora diminuído e do segundo, aumentado, pois os novos links recentes teriam mais propriedade de descrição do conteúdo da página.

A premissa é que um conteúdo que mantenha a sua qualidade e foco no tópico principal, por mais que passe por atualizações, não sofrerá alterações de texto âncora de links novos ou antigos.

Quando o mais antigo é melhor

Embora não haja uma descrição de como a ferramenta de busca escolheria pesquisas para as quais os resultados antigos seriam os mais relevantes, a patente descreve que tipo de pontuação pode ser dada para favorecer um conteúdo mais antigo.

A proposta é determinar a data de última alteração de cada página dentro do conjunto de páginas do resultado de busca, calcular uma “data média” de última alteração e comparar a data de cada página com essa média.

Conforme seja a diferença, a página antiga pode ganhar mais pontos.

Você pode determinar se esse é o caso para as palavras que você acompanha monitorando as alterações de conteúdo e de novos resultados no top 10 de cada uma. É trabalhoso, mas se você entende que isso é importante, esse seria o caminho.

Atualização Frequente e Novo Conteúdo

Não acontecem muitas menções diretas sobre o que vai contar como positivo ou negativo de forma definitiva, especialmente porque sempre é levado em conta a média do conjunto de resultados. O Google não assume uma verdade universal em nenhuma direção:

  • O mais novo é sempre melhor;
  • O mais antigo sempre tem mais qualidade.

Em vez disso, ele sempre determina a pontuação de uma página comparando os parâmetros dela com a média do conjunto de resultados da busca da qual ela faz parte.

Em especial, não se esqueça que ele sempre faz a comparação de média do conjunto de resultados. Ou seja, cada caso é um caso. O que acontece em uma busca nos eu segmento, pode não acontecer em outra. Que dirá então em outros segmentos, outros sites.

Se você achar algum guia mais completo por aí, me avise! Se não, compartilhe este para me ajudar 😉

Leitura recomendada:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *